Ela nem queria sair. Mas saiu. E naquela noite que programara para ser um recomeço, ela entendeu que por mais que continuasse tentando, era o fim da linha. Então deixou-se envolver pelas estrelas e por um céu que mais parecia um espelho. Sentiu-se embriagada pelo cheiro da noite. Pelos sorrisos daqueles que estavam se divertindo. Deixou-se dançar. E a cada passo, foi sentindo-se mais leve. Mais colorida. Começou a achar graça em si mesma e percebeu outros olhares. Então dançou mais... E mais... E quando viu, estava mesmo feliz. Voltara a ser aquela menina-mulher. Cheia de desejos e de planos. Mas bem mais leve sem as amarras do passado. E olhando para o céu, percebeu o que tanto o seu coração insistia em mostrar: Milagres acontecem! Sim... Para ela, a mágica do dia estava apenas começando... E não precisava correr para desfrutar dela... Ela teria tempo de sobra. Tempo e vontade. Tempo e felicidade. Tudo aquilo que no fundo sempre quis. É, milagres acontecem...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Do tempo de acreditar
Ela nem queria sair. Mas saiu. E naquela noite que programara para ser um recomeço, ela entendeu que por mais que continuasse tentando, era o fim da linha. Então deixou-se envolver pelas estrelas e por um céu que mais parecia um espelho. Sentiu-se embriagada pelo cheiro da noite. Pelos sorrisos daqueles que estavam se divertindo. Deixou-se dançar. E a cada passo, foi sentindo-se mais leve. Mais colorida. Começou a achar graça em si mesma e percebeu outros olhares. Então dançou mais... E mais... E quando viu, estava mesmo feliz. Voltara a ser aquela menina-mulher. Cheia de desejos e de planos. Mas bem mais leve sem as amarras do passado. E olhando para o céu, percebeu o que tanto o seu coração insistia em mostrar: Milagres acontecem! Sim... Para ela, a mágica do dia estava apenas começando... E não precisava correr para desfrutar dela... Ela teria tempo de sobra. Tempo e vontade. Tempo e felicidade. Tudo aquilo que no fundo sempre quis. É, milagres acontecem...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Lavando a alma
Depois de muito caminhar sem direção, ela decidiu se sentar na beira daquela estrada que nem sabia onde daria. Estava exausta. Rosto manchado pela mistura de lágrimas e suor. Pés latejando. Pensou o que a levara a estar lá. Só conseguiu enxergar as dores, desilusões e decepções. E então começou a repassar toda sua história. Lembrou do caminho que percorreu até chegar ali. De todas as alegrias, experiências, conquistas. Sim, ela ganhou muito mais do que perdera. Riu mais que chorou. Viu mais estrelas do que nuvens cinzentas. Experimentou tantas novas sensações... Tantos novos lugares. Permitiu-se ousar. Exigiu crescer, romper com o passado. Amadurecer. Desabrochou tanto que seu perfume contagiou a todos. Abriu-se a novos aprendizados. Rompeu barreiras. Surpreendeu-se consigo mesma. Fortaleceu-se. Perdeu o medo de demonstrar fragilidades. Renovou os melhores sentimentos. Confirmou sua fé. Fortaleceu os verdadeiros laços de amor, amizade e confiança. E foi nesse momento que o que não era real, ruiu. A dor que a conduzira àquela estrada não era dela. Veio das mentiras nas quais um dia ela acreditou. Mas olhando para trás, ela decidiu abandonar aquelas bagagens e abrir o coração para o perdão. Mais leve, com duas pequenas lágrimas de felicidade que teimavam rolar pelo seu rosto, ela olhou para o céu. Logo começaria a chover. Então ela ficou ali, sentindo as primeiras gotas a tocarem seu corpo, até que começou a dançar. Era o momento de lavar a alma. De abrir-se para o novo. De ter novos olhares. De ser, mais uma vez, feliz.
domingo, 31 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Ele sabe o que diz...

“A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos.
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que nEle havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.
Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito”.
(Padre Fábio de Melo)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Das coisas simples

E foi sentada na areia da praia, naquela noite estrelada, que percebi que o céu todinho estava me esperando de braços abertos. Vendo o zigue-zaguear das ondas, percebi que qualquer coisa me faz feliz. Não, qualquer coisa não. Boas coisas. Simples. E me deixei envolver pelo céu cheio de estrelas. Pelo silêncio quebrado apenas pelo movimento das águas. E enfim, reencontrei a paz. Estava bem. Estava inteira... De volta pra mim mesma.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Da hora

E foi naquela tarde despretenciosa que ela percebeu que era necessário parar. Desligou tudo da tomada. Fechou todas as portas e janelas e deitou. Olhando para o teto viu toda a história passar como num filme. Decidida a ter novas cenas, levantou. Olhou-se no espelho e se viu como se fosse a primeira vez. Era hora de se conhecer novamente. De se conectar com o seu “Eu” mais profundo. Era hora também de abrir as algemas e jogar as chaves fora. De sentir novamente a liberdade batendo em seu rosto como uma brisa suave. De se sentir leve, suave. De ter música todos os dias em sua vida. Mais arco-íris. Abriu todas as janelas e portas. Reconectou as tomadas e deixou a boa energia fluir por seu corpo. Descobriu quanto tempo perdera acreditando em falsas palavras e perdida de si mesmo. Era hora de seu reencontro. De deixar que sua estrela voltasse a brilhar. De acreditar que a maré tinha mudado e que ela já podia se jogar no mar sem medo, afinal de contas, ela sempre soube nadar.
“É preciso vez enquando morrer pra se salvar daquilo que se acredita”
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Tanta estrela

Como sempre, a noite chegara. Só que não era uma noite qualquer. Era uma dessas noites melancólicas em que não restava muito para fazer além de deixar que os olhos se enchessem de uma lágrima ou duas. Ou três.
Deitada sozinha no sofá, só o céu me fazia companhia. Nada mais propício: negro e infausto, ele parecia traduzir o estado de espírito então anunciado – de adversidades, decepções, confusões e vazio. Mas, abarrotado de estrelas, o céu parecia ainda querer lembrar: existe mesmo tanta estrela por aí.
E em dias como esse, eu não sei o que fazer comigo mesma.
O dia todo – e a noite toda.
Eu perambulo nos corredores seguindo as paredes e debaixo da minha respiração eu digo para mim mesma: eu preciso de combustível para levantar vôo. Porque sim, existe mesmo tanta estrela por aí.
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