
Nunca almejei a perfeição, deixo-a para os que estiverem dispostos. Mas aprendi a sentir o mundo, pessoas e coisas. Aprendi a olhar as situações com um olhar desprendi-do, com mais cor mesmo onde o cinza costuma imperar. E então puder ver como eu não gostaria de ser. Percebi desde cedo que não me encaixava em clichês, em regras. Sempre quis ser diferente da multidão. Fazer a diferença na minha vida e no mundo. Com isso aprendi a repudiar a máquina do mundo, a máquina de fazer robôs;
a máquina de sentir igual; a máquina de não poder sonhar; a máquina da massificação.
Na verdade só quero fazer meu próprio caminho, sem a pretensão de ser exemplo. Continuar a sentir a brisa do vento, o sentimento das coisas, o bater mais forte do cora-ção. Deixar que as idéias venham e se dispersem, que minhas escolhas não sejam defini-tivas...
Quero continuar em passos firmes nesse chão, mas com a cabeça nas nuvens, no limite do meu céu infinito. Deixar-me levar pelo vento que bate em meu rosto tocando singelas notas musicais. Permitir-me envolver pelo canto dos pássaros e o doce sabor da liberdade. Ainda assim não jogarei fora os meus sonhos pelo mundo. Não. Isso nunca hei de fazer, porque não jogo o jogo que sufoca as ideologias e a vontade de acreditar na vida. O meu discurso é só meu e as palavras que digo são apenas a materialização dos sentimentos que em mim fervilham sempre a ponto de ebulição. Elas são as cores da minha alma, o brilho dos meus olhos, o suspiro mais leve dos desejos mais profundos...





